Estou a horas tentando escrever algo para você nesse papel, sei que ele poderia estar em melhores condições, mas minhas mãos estão tremendo de tal forma que minha letra está saindo borrada. Também sei que ninguém mais escreve cartas, mas eu acho que assim tudo que eu digo aqui parecerá mais sincero...
Lembra-se de quando nos conhecemos? Era um domingo chuvoso e o tédio estava tomando conta de nós. Lembra-se da primeira vez que te olhei naquele domingo? Eram 6:23 da tarde, você estava de calça jeans e blusa verde, parado no canto com seu Skate só esperando a chuva passar e naquele momento eu soube que te amava.
No nosso primeiro encontro eu estava tão nervosa que mal conseguia respirar e quando você segurou minha mão, meu coração bateu tão rápido que cheguei a pensar que ele atravessaria meu peito. No nosso primeiro beijo, eu senti sua respiração tão perto e percebi que era por ela que eu estava viva, eu senti seu coração bater no mesmo ritmo que o meu... Você pode me achar louca por isso, mas eu sei que você sentiu o mesmo.
Tenho passado esses dias apenas me lembrando de nós dois, das nossas risadas, das piadas idiotas e dos telefonemas no meio da madrugada, a gente falava baixinho para ninguém poder ouvir. Lembro-me de quando você me apresentou aos seus amigos, foi a primeira vez que te ouvi me chamar de namorada e foi nesse dia que você me deu aquele colar que nunca tirei.
Lembra-se da primeira briga que tivemos, foi por um motivo que já nem me lembro, pois eu a esqueci depois que você gritou dizendo pela primeira vez que me amava, eu te abracei tão forte enquanto você me beijava...
Eu adorava quando você me ligava só para dar bom dia ou para dizer que estava com saudade. Eu adorava quando você tentava me ensinar a andar de Skate, eu também adorava a forma como você me defendia e como você fazia tudo ficar melhor... Pra falar a verdade, eu adorava tudo em você até seus defeitos.
Então me diga... Você não sente mais nada? Isso acabou mesmo? Eu devo tentar seguir em frente, mas como se esquece esse amor?
Beijos da Leetícia

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